segunda-feira, 27 de abril de 2020

Projeto "Me Conte Uma História" / O Caso do Bolinho por Tatiana Belink - Parte II






   *Brincadeiras inspiradas no livro ‘O Caso do Bolinho’ da autora Tatiana Belink




 
OBJETIVOS: - Promover um momento de descontração para os alunos.
- Desenvolver coordenação motora, sociabilidade, percepção, atenção, equilíbrio entre outras habilidades.

BRINCADEIRA DO PEGA BOLINHO:
No pátio, pedir as crianças que faça um círculo e permaneça de braços dados, escolher uma criança que será o bolinho, a qual ficará dentro do círculo, fora do círculo ficará três crianças que serão a lebre, o lobo e a raposa . A brincadeira será onde os alunos do lado de fora tentarão entrar no círculo para pegar o aluno que está dentro, as crianças que formam o círculo deverão dificultar a passagem.

AMARELINHA PULA PULA BOLINHO
Os alunos deverão pular amarelinha desviando da lebre, do lobo e da raposa, a fim de chegarem a salvos no seu destino. Perde o aluno que pular errado a amarelinha.

TIRANDO O BOLINHO DO FORNO
No pátio, de um lado do pátio, está o forno da vovó e do outro lado está uma vasilha para colocar os bolinhos. Em duplas de mãos dadas e uma das pernas amarrada no colega, as duplas deverão levar os bolinhos do forno para a vasilha do outro lado do pátio. Ganha a dupla que levar mais bolinhos em cinco minutos.


RECURSOS UTILIZADOS:  Barbante, caixa de papelão, vasilha, e.v.a colorido (confecção do forno, bolinhos e amarelinha), cola, tesoura, TNT (confecção da amarelinha).


Projeto "Me Conte Uma História" / O Caso do Bolinho por Tatiana Belink - Parte I

Título: O Caso do Bolinho
Autor (a): Tatiana Belink
Descrição: Esta obra apresenta um conto tradicional reescrito com a experiência de quem entende de criança. Baseando-se na repetição das ações, o enredo tem um humor natural, procurando ser adequado às crianças pequenas. 
Onde Comprar: SARAIVA O Caso do Bolinho


 

*Canal : SELO SESC

PROPOSTA DE ATIVIDADE


PALAVRAS- CHAVES: Leitura; interpretação; criatividade;  escrita; reconto; quantidade; representação; comparação; adição; subtração; coordenação motora; socialização; percepção; atenção; equilíbrio.



TURMA: 2° ano
 
CONTEÚDO: LÍNGUA PORTUGUESA

OBJETIVOS: - Trabalhar a leitura individual e coletiva;
- Desenvolver interpretação de texto.
- Incentivar a criatividade e escrita através do reconto.

METODOLOGIA: Na sala de aula dividir os alunos em pequenos grupos. Apresentar o livro aos alunos e em um primeiro momento realizar a leitura individual. Em seguida realizar a leitura em voz alta onde cada criança irá ler um trecho do livro. Em uma roda de conversa, a turma irá analisar as características do livro. Para cada grupo entregar fichas contendo perguntas de interpretação do livro, o qual deverá ser respondidas em um caderno e expostas oralmente para todos os colegas. Os alunos deverão fazer um reconto da história em grupo, modificando parte da história, seja no início, meio ou fim, confeccionando um livreto com gravuras, desenhos, história em quadrinho (da maneira que eles se sentirem confortáveis). Ao final cada grupo irá apresentar o mesmo a turma.


RECURSOS: chamequinho, gravuras, lápis de cor, canetinha, cola, tesoura, etc.



CONTEÚDO: MATEMÁTICA

OBJETIVOS: - Trabalhar noções de quantidade, representação e comparação.
- Desenvolver a compreensão de cálculos de adição e subtração.

METODOLOGIA: Com os alunos dispostos em círculo, entregar a cada um a receita do bolinho de chuva (assado), onde irão fazer uma breve leitura e com o uso de utensílios a interpretação da mesma. Destacando a importância das medidas exatas, o tempo para a preparação. Ao iniciar o preparo dos bolinhos com ajuda dos alunos, mediar perguntas em relação as quantidades e fazendo comparações. Depois dos bolinhos devidamente assados e passados no açúcar, dividir a turma em pequenos grupos onde cada um receberá pedaços de cartolinas com pequenas contas onde deverão ser resolvidas com a distribuição correta de bolinhos, onde também farão comparações de quantidades. A aula termina com a distribuição e confraternização entre a turma.

RECURSOS: Ingredientes  e utensílios para os bolinhos; cartolinas, canetão nas cores azul, preto e vermelho.


RECEITA DISPONÍVEL *: Bolinho de Chuva Assado

PROPOSTA DE AVALIAÇÃO: De forma contínua através da observação do desenvolvimento individual e coletivo onde serão avaliadas diversas habilidades.


*ATENÇÃO: Este projeto possui conexão com o Projeto Brinquelândia, acompanhe lá brincadeiras propostas com a história do livro aqui exposto.

*Fontes: Google Books; Saraiva; Selo Sesc; Allrecipes.

*Ao utilizar os dados por favor dar os devidos créditos. 

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Projeto Teatro e Literatura Na Escola:Trabalhando a Diversidade- Finalização



ATIVIDADE VII:

Os alunos serão levados a biblioteca da escola e a sala de informática para realizarem uma pesquisa acerca da ´Diversidade`dos povos do mundo e no Brasil, bem como sobre pessoas com algum tipo de deficiência. Será realizada uma roda de conversa para que os alunos expressem seus pensamentos acerca da pesquisa levando-os a reflexão sobre a necessidade de respeitar essas diferenças, e como forma de registro os alunos deverão confeccionar cartazes.

 FINALIZAÇÃO DO PROJETO

ATIVIDADE VIII:

A turma será dividida de dois a três grupos onde será proposta a criação de uma peça teatral por cada grupo com o tema 'Diversidade'. A escrita dos textos bem como a confecção dos cenários e figurinos será realizada pelos alunos por mediação do professor:

  1. A escrita dos textos será realizada em forma de roda de conversa com cada grupo, onde os alunos serão orientados sobre as características de um texto narrativo. E as ideias apresentadas serão organizadas no quadro de sala e registradas nos cadernos dos alunos. O professor deverá acompanhar e mediar todo o processo de criação do texto.
  2. Após a escrita dos textos, deverá ser feita a revisão dos conteúdos com cada grupo definindo as mudanças necessárias, bem como realizar a divisão dos personagens.
  3. Os textos serão apresentados no formato de leitura dramática, onde a apresentação ocorre em um cenário montado e os alunos caracterizados de acordo com a história a ser narrada. Com o texto em mãos os alunos irão narrar a história expressando os sentimentos e sensações presentes na mesma. Durante os ensaios é importante o professor orientá-los sobre alguns pontos importantes para a realização dessa atividade como: a entonação vocal, gestual, a expressividade e a prática de leitura do texto.
  4. Os ensaios serão realizados de acordo com o conteúdo programático da série, obedecendo o calendário letivo, podendo praticar nas aulas de Língua Portuguesa.
**A confecção dos cenários e figurinos será nas aulas de Artes com o auxílio do professor. 
As peças teatrais, bem como a exposição de todas as fotografias tiradas durante o projeto, e as demais atividades serão apresentadas ao pais, os demais alunos da escola, e também a comunidade escolar em um dia de confraternização. 


Tempo previsto para a realização do projeto: 2 a 3 meses, considerando o calendário letivo e o planejamento escolar.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Projeto Teatro e Literatura Na Escola:Trabalhando a Diversidade- Parte II


 (Veja a 1° parte neste link Projeto Teatro e Literatura- Parte I
 
 ATIVIDADE IV:

Em uma roda de conversa e com os livros em mãos, o professor deverá tratar sobre o tema social que ambos os livros possuem que é a 'Diversidade'. Mediando a reflexão com perguntas:

Sobre:

1° LIVRO: Como o Camaleão se sentiu no final do dia? Ele se sentiu alegre com a opinião dos amigos? O que ele percebeu?
2° LIVRO: O pássaro era feliz com ele mesmo? Por quê? Era certo seus amigos fazerem piadas sobre ele? O que fez ele se sentir especial?
3° LIVRO: Quem era Flicts? Por que ele era sozinho? O que aconteceu com ele?
4° LIVRO: Miguel viajou e descobriu o que? Foi legal encontrar amigos diferentes dele? Por quê? O que ele aprendeu?

ATIVIDADE V:

Realização de Exercícios de Improvisação sobre o tema:

  Exercício do Espelho:

Dispor os alunos em um círculo, colocando uma caixa com tampa  encapada de preto no meio do círculo. Dentro da caixa estará um espelho com a frase "Você é Especial!". Os alunos deverão, um por um, se dirigir a caixa e olhar o conteúdo. Mas todos deverão respeitar a regra : Não pode contar o que viu.
Ao olhar, o aluno deverá dizer a primeira palavra que vier em sua mente sobre o que viu.






Exercício de Duplas:

Dividir os alunos em duplas, onde colocados de costas um para o outro e ambos com vendas nos olhos. Ao som de uma música infantil, os alunos deverão se virar e tocar no rosto do colega, observando através do tato, suas características e ao dançar juntos deverão tentar adivinhar quem é seu par. Ao término da música os pares ainda com vendas serão separados e misturados, formando um círculo pelo professor. Agora sem as vendas e com o auxílio de uma bola, cada aluno deverá encontrar o seu par, jogando-a para o suposto colega, dizendo " O meu par é...". O aluno que receber a bola deverá perguntar: "Eu sou especial, por quê?". A pergunta deverá ser respondida da seguinte maneira: " Porque seu cabelo é cacheado!" , por exemplo.
A atividade termina quando todos os pares se formarem novamente.

 Exercício de Mímica:

Pedir aos alunos que em pedaços de papeis, completem a frase "Ser diferente é legal porque...".
Em seguida esses papeis serão dobrados e misturados em um saquinho e seguindo a ideia da brincadeira 'batatinha quente', cada aluno deverá pegar um papel e através da mímica deverá representar o que está escrito, a turma devera adivinhar.

Novamente na roda de conversa o professor levará a reflexão a cerca do que foi trabalhado até então, com perguntas como:

  •  O que tinha na caixa?
  • E o que ele te mostrou?
  • Você é especial? Por quê?
  • Fale uma qualidade sua.
  • Todos possuem defeitos? Fale um defeito seu.
  • Com quem você dançou?
  • Ele (a) é diferente de você?Em que?
  • O que faz o seu par, ser especial?
  • Para você, porque ser diferente pode ser legal?
ATIVIDADE VI:

A turma deverá criar um desenho livre expressando tudo o que foi trabalhado até o momento.

sábado, 7 de março de 2020

Projeto Teatro e Literatura Na Escola: Trabalhando a Diversidade- Parte I






Proposta para uma turma de 4° ano do Ensino Fundamental

Leitura de livros que trazem reflexões acerca da Diversidade, a qual será realizada com a turma dividida em pequenos grupos de quatro a seis alunos.

**SUGESTÕES DE LIVROS




 


















1) O Pássaro sem Cor (Luís Norberto Pascoal)
2) FLITCS (Ziraldo)
3) Bom dia, todas as Cores (Ruth Rocha)
4) Meninos de Todas as Cores ( Luísa Ducla Soares)


ATIVIDADE I

 Os livros serão colocados em uma caixa no meio da sala onde serão escolhidos aleatoriamente por cada grupo. Com a mediação do professor cada grupo deverá realizar a leitura do livro escolhido, podendo esta ser de duas maneiras:

1) Por uma pessoa do grupo.
2) Cada integrante faz a leitura de um trecho do livro

O professor deverá orientar cada grupo na observação das características dos livros, desde quem são os autores, as gravuras, a capa, o tipo de letra, etc. Em seguida em uma roda de conversa com a turma, o professor pedirá que cada grupo exponha seus pensamentos acerca da história de conhecimento do mesmo, mediando algumas perguntas:


  • Que história seu grupo leu?
  • Você gostou? Por quê?
  • Quem são os personagens?
  • Qual parte você achou legal?
 ATIVIDADE II

Propor aos alunos o Reconto das histórias dos livros com seus respectivos grupos, utilizando recursos teatrais que serão confeccionados pelos próprios alunos, feitos com materiais reciclados.

1° grupo: Palitoches
2°grupo: Fantoches
3° grupo: Marionetes
4° grupo: Teatro de Sombras

ATIVIDADE III

Depois da confecção dos recursos teatrais pelos alunos com a mediação do professor, é a hora do Reconto. A turma deverá se dirigir para o pátio da escola, onde cada grupo fará o reconto da história escolhida, deve-se levar em consideração que cada grupo deverá ter um tempo para se preparar.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Dicas para Auto Estudo!


Dicas Para Auto Estudo


O mundo hoje conectado vinte e quatro horas por dia está cada vez mais competitivo e carente de pessoas capazes de seguir seu ritmo. A falta de tempo no mundo capitalista, e a necessidade de atualização e capacitação, têm feito do estudo via internet e a distância uma ferramenta valida e com tamanha importância...

O mundo tem exigido a presença de pessoas que são autossuficientes, capazes de resolver problemas de maneira rápida, responsável, convicta e criativa, buscando se superar em suas capacidades... Estamos falando aqui do Auto Estudo...

O Auto Estudo é positivo quando os indivíduos possuem objetivos de vida os quais exigem foco, responsabilidade, compromisso e que dependem do conhecimento para ser concretizado, torna-se negativo quando o mesmo, se perde com distrações, que na maioria dos casos podem até gerar resultados, mas a qualidade almejada fica a margem...
 

Veja algumas dicas para que seu Auto Estudo tenha progresso e que consiga obter o sucesso esperado:


1 ° Arrume um local fixo, arejado, com luz ambiente boa e tranquilo.

2° Estabeleça um horário fixo para seus estudos com um limite de horas.

3° Organize um cronograma acompanhado de um calendário, e coloque no seu local de estudo.

4° Na sua mesa de estudos deixe somente o que é essencial para o mesmo, evite distrações.

5° Priorize os conteúdos/ atividades que tem data de vencimento próximo, ou que tem alguma dificuldade.

6° Tire pequenos intervalos para descanso, isso ajuda na concentração.

7° Faça pequenos resumos, eles ajudam a fixar melhor a matéria e já se tornam sua revisão.

8° Procure outras fontes de pesquisa para assimilar melhor o conteúdo e até mesmo sanar dúvidas.

9° Beba bastante água e cuide da sua alimentação, prefira alimentos que ajude na memória, concentração e também na circulação, afinal ficar sentado muito tempo pode prejudica-lo. Lembre-se também de uma cadeira confortável para uma melhor postura.

10° Coloque frases de incentivo no seu local de estudo, é algo muito bom para sua auto estima.




*Uma dica extra, celular é algo indispensável atualmente e pode até ajudar nos estudos, mas aconselhamos deixa-lo um pouco de lado na hora do seu auto estudo, pois pode se tornar uma distração perigosa.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

P. Vamos Teatrar/ Férias em Goiás por Elaine di Paula

*PALAVRAS CHAVE: GOIÁS; CULTURA; MEIO AMBIENTE

A história aborda, a cultura de Goiás, o cerrado e suas características como a fauna e a flora, o turismo, o cuidado com o meio ambiente, destacando o mau uso do mesmo, bem como sua exploração indevida. 
Aborda também, os pontos positivos e negativos do uso da tecnologia, a relação familiar e socialização.

*Esta peça teatral vem como proposta para encerramento de um projeto a ser realizado na escola com turmas do Ensino Fundamental sobre os temas aqui destacados, trabalhando de maneira interdisciplinar.
A peça não possui um fim, este o qual deverá ser criado pelos alunos com mediação dos professores, bem como toda sua produção.



TÍTULO: Férias em Goiás 

Narrador: Caros amigos sejam todos bem vindos a essa aventura!
Uma aventura sobre amizade, companheirismo e amor a natureza!
Tudo começa quando três irmãos, João, Rafael e Mariana viajam da grande São Paulo, rumo a pequena cidade, porém bela, Pirenópolis, no interior do Estado de Goiás, para passarem as férias de julho, aliás faço aqui uma ressalva “por livre espontânea pressão” ...uma mera tentativa de sua mãe Lívia, em tirá-los um pouco da tão afamada tecnologia dos celulares e internet...afinal segundo ela, a vida é muito mais que uma mera rede social ... Bem voltamos a história... como disse,  para passarem as férias de julho na pousada de seus avós maternos Dona Ana e seu Zé Bento, um lugar tranquilo em meio a natureza ...
Mas antes de continuarmos nossa aventura, vamos conhecer um pouquinho mais os nossos futuros amigos ...
João, de 16 anos está na fase ‘tudo me aborrece’, a companhia de seus irmãos mais novos em um lugar como ele próprio diz ‘sem nada’ é a melhor tortura a qual um adolescente em ascensão social poderia sofrer ..., Ele ama futebol, está a procura de uma gatinha, e fica horas nas redes sociais ...
Rafael, o inteligente da família, com apenas 14anos, já é considerado um menino prodígio, com suas notas um ‘azul turquesa’, ele ama ciências e gosta de ser comparado ao Darwin, odeia qualquer tipo de rede social, prefere pesquisar sobre animais, e o espaço, seu sonho? Trabalhar na NASA!
Mariana, a caçula da trupe, com apenas 6 anos, o seu mundo é cor-de-rosa, tudo para ela é novidade, o que  é real se torna fantasia! Está sempre sorrindo, e é muito carinhosa... não suporta a neura do seu irmão do meio, mas é a fã número um do seu irmão mais velho, exceto quando ele meche no seu cabelo e come suas guloseimas...
Bom, aos outros deixo as apresentações para depois... estão preparados para essa aventura??
Então ....


PRIMEIRA CENA (ENTRADA DA POUSADA)

João: - Eles nos mandam para esse fim de mundo e nem para vir junto ...Taxi? Somos mercadoria por acaso? (emburrado, pegando as bagagens do porta mala do taxi) – Ah, Fala Sério! Oh Nanico, para que você trouxe isso? Formigas são coisas que tem em todo lugar, idiota!
Rafael: - Não, essa sociedade! Eu a criei! Estou fazendo estudos sobre elas!
João: Nerds! ( com tom irônico, João entrega a Rafael, o seu aquário, ou melhor dizendo seu formigário)
(Mariana segurando seu ursinho favorito o Blue, faz careta imitando Rafael, enquanto caminha em direção a porteira da pousada, onde seus avós os esperam!)
Zé Bento: -Meus queridos Netinhos! Como Cresceram!
(Todos correm gritando pelos seus avós, dando-lhes um abraço caloroso, exceto João, afinal isso estraga sua ‘imagem’).
Dona Ana: - Meus amores! Vou leva-los aos seus quartos e enquanto desfazem as malas, preparo o lanche de vocês ....Alguém se lembra dos meus bolinhos de chuvas?(Todos vibram de alegria, bolinho de chuva da vovó, o melhor lanche já inventado)Ah, antes que me esqueça, onde estão os trens?
Rafael: - Na Estação? (Todos caem na risada, menos os avós que estão bem sérios)
Zé Bento: -Vejo que temos um piadista na família! (um momento de silêncio, nada legal). Sua mãe, e nós conversamos muito, enquanto vocês viam para cá, e decidimos que vocês precisam muito mais do que ar puro! Precisam, se socializar, se divertirem... serem irmãos! Não é normal, crianças passarem horas na frente de uma tela, sem conversarem com os outros ao redor! Isso é doentio!
João: - Crianças vírgula!  ( e lá vem o rebelde da família)
Dona Ana: - Bom João, isso agora não vem ao caso! O fato é que decidimos que vocês, ficarão sem celular ou qualquer coisa que os deixem aéreos por esses dias! Não sei se perceberam mas temos um mundo lindo lá fora, com muitas coisas legais e merecedores de sua atenção... (Todos fazem caretas, e resmungam)... Já chega? Pronto! Sem discussões! Vamos fazer um acordo ( todos ficam atentos, pensando em virar o jogo, exceto Mariana que já se encantara pelo belo jardim em frente a casa) Quinze dias! Se em quinze dias você me convencerem que o que temos aqui não é nada! Que é apenas mato e coisas sem graças, deixo vocês usarem esses trecos, o restante dos dias e não falarei mais nada, mas ...
João: - Mas...?
Dona Ana: - Se descobrirem o contrário ... terão que cumprir o meu desejo!
Mariana: -Desejo vovó? Igual dos contos de fadas?( que até então estava distraída com as margaridas de sua avó,veio correndo  com curiosidade )
Dona Ana – Terão que passar  pelo menos uma de suas férias,todos os anos, aqui! Aliás sinto falta de vocês crianças!
João: -Vir a este fim de mundo todos os anos? Sem chance! Desafio aceito!


SEGUNDA CENA (NO CAFÉ DA MANHÃ)

Narrador: Depois de um dia e meio trancados em seu quarto, João e Rafael, finalmente se renderam ao cheirinho de bolo de fubá da vovó, ao contrário de Mariana que encantada com o lugar e os animais do pequeno curral, segue seu avô para onde for ....
Zé Bento: -He,he! Finalmente saíram da toca meninos! E estão proibidos de voltarem ... preciso de companhia! Aliás, precisamos né Mari?
João: - Para que?
Mariana: - Vovô vai nos levar para conhecer o rio! (com entusiasmo)
Zé Bento: -Sim, querida! E as maravilhas do cerrado!
João: (suspirando) –Bom, qualquer coisa é melhor do que o teto do meu quarto... estou cansado de encará-lo....
Rafael: - Hum, pode ser legal! (pensativo) Posso levar minhas formigas para passear ...
João: -Rá!Nerd! Nem pense em levar aquela caixa de lixo! Carregue sozinho ( dá um cascudo no irmão)
Dona Ana: -Então meus queridos, tomem direito o café, pois terão muito o que caminhar ... Pelo que vejo, vou ganhar a aposta!( piscadela)
João: -Veremos vó, veremos! (Todos caem na risada).




TERCEIRA CENA (NA MATA)


Narrador: Depois do delicioso café da Dona Ana, nossos amigos seguem rumo ao rio, acompanhados pelo  avô Zé Bento, que durante a caminhada, foi mostrando aos netos toda a beleza natural da pousada, sua flora como os pés de pequi, pitomba, cajá, caju e os belos Ipês com suas coloridas flores, brancas, amarelas e lilás. No meio do caminho também se depararam com muitas espécies de animais, passarinhos, Anu-branco, Anu-preto, tucanos, joão-de-barro, bem-te-vi e até mesmo andarilho e beija-flores...e alguns animais bem interessantes como tatus e antas ...
João: Esse lugar todo pertence ao senhor Vô?
Zé Bento: Estão vendo aqueles abacateiros em frente? (apontando) Depois deles tem uma cerca, lá é o limite... depois tem uma mata fechada de preservação. Apesar de ser uma mata protegida por lei ....fora do papel é outra história ...existem boatos de que algo acontece por lá ..bem ...(pensativo) O rio fica próximo daqui, por aqui ...( Zé Bento segue em frente, desviando o assunto)
Narrador: Depois de alguns minutos seguindo a trilha, já é possível o ouvir o barulho do rio, calmo e contínuo, o dia está ensolarado porém fresco...um clima agradável para um passeio....Ao chegar na margem do rio, Zé Bento tira de sua capanga alguns sacos de lixos ...
Mariana: -Para que isso vovô?
Zé Bento


: -Venham, vou mostrar a vocês...
Narrador: Nas margens do rio, havia muito lixo... garrafas pets, restos de comidas, latas, papéis, parecendo que uma multidão passara por ali ... Zé Bento entregou um saco de lixo para cada um, e com pequenas varas improvisadas por umas duas horas, fizeram a limpeza daquele pequeno local, nem a metade do que precisava ser limpo...cansados, sentaram-se nas pedras, colocando seus pés nas águas cristalinas e um tanto gelada do rio ...
Rafael: -Alguns cientistas falam que a Terra daqui alguns anos será um grande caminhão de lixo... tenho que concordar... isso não vai demorar muito!
Mariana: (com os braços cruzados e com raiva) – E os animais e as plantas irão morrer, todos! Isso é injusto!
João: (deitado em uma das pedras olhando para o céu) –Só os animais? Estamos nesta lista! Vô, sendo sua pousada.... não deveria proibir tais atitudes? Sei lá ... isso tudo aqui é seu...tipo... é como sujar a sua sala de estar ...
Zé Bento: - Bem, toda semanas distribuímos  panfletos para orientar os turistas, mas é complicado...se somos muito enjoados ...perdemos clientes! Mas para ser sincero, queria poder fazer mais! Não aguento mais fazer isso todos os dias (apontando para os sacos de lixo) e gosto de mais daqui, para ver tudo acabar!
Rafael: -Podemos pensar em algo, pesquisar na internet ..talvez tenhamos alguma ideia e ...
Zé Bento: -E uma bela desculpa para ficarem em seus quartos novamente, vegetando?
João: -A internet não é totalmente ruim, tem coisas boas ali, e que podem ajudar pessoas e o mundo, só precisa usá-la direito!
Rafael: -Falou o cara que joga o dia inteiro! (risos) –Mas vô! Ele tem razão, podemos procurar sim, alguma ideia que ajude!
Zé Bento:(Se levantando, pensativo) –Ok,ok crianças! Pensarei no assunto! Mas agora vamos retornar, tenho muito que fazer! Esse final de semana chegará uma grande excursão para cá, como é inicio de temporada de férias, sempre realizamos uma pequena quermesse, com pratos típicos, e catira! Preciso organizar tudo!
Mariana: -Catira? O que é isso?
João:- È uma dança para matar baratas!
Zé Bento: -Não, minha querida! E uma dança muito bonita do nosso folclore, são anos de tradição!
João: -De matar barata ..
(Zé Bento, puxa a orelha de João, e todos acabam rindo)
Narrador: A caminhada de volta, apesar do cansaço, refletia-se ali o encantamento de nossos amigos pelo que tinham visto... e no coração de Zé Bento, crescia a certeza de que havia plantado algo no coração dos seus netos... o amor pela natureza...
Zé Bento: -Crianças se quiserem voltarem ao rio, terão que ir sozinhos, estarei um tanto ocupado em organizar a recepção... estão vendo os sinos nos pés de Ipês? (ao apontar olhou para cada um para ter certeza) são sinos de socorro! Se acontecer algo, não hesitem em balança-los! Virei correndo!Ah! E mais uma coisa! Estão proibidos de passarem pelas cercas da divisa!Ok?! Na mata fechada, não é seguro!
Narrador: Todos se entreolharam e concordaram com a cabeça, mas aquela pequena ‘pena’ chamada curiosidade, começara a cutucar as orelhas de nossos amigos ...e fica a pergunta... Eles vão cumprir o acordo?


QUARTA CENA ( NA POUSADA)


Narrador: No dia seguinte, nem precisou de Dona Ana, chamar duas vezes, pois nossos amigos acordaram muito dispostos e animados para mais uma ida ao rio, na noite anterior Zé Bento havia mostrado a João e Rafael as técnicas de pescar e contara algumas estórias de pescador, na maioria impossíveis de acreditar, mas a empolgação foi tanta que fizeram uma aposta entre ambos, sobre quem iria pegar mais peixes...Dona Ana preparara uma cesta com frutas e alguns sanduíches, além de sucos e água potável... segundo ela, era um dia lindo para um piquenique...
E nossos amigos, deixando seus avós com seus afazeres diários, foram rumo a aventura que mudará suas vidas, para sempre!

QUINTA CENA ( NO RIO)

Narrador: Enquanto João e Rafael se enrolavam com os anzóis e as varas de pescar, Mariana foi colher flores nas margens do rio, queria fazer uma coroa e um ramalhete de flores, pois era uma princesa, que precisava  se casar!Obedecendo as ordens de seus irmãos mais velhos, procurou ficar sempre próximo... deixara a cesta que Dona Ana fizera, nas pedras perto da pequena cachoeira ...
As horas foram passando e nossos amigos estavam se divertindo muito, Rafael pegara oito  lambaris e João ...bem,  João ... ele esta se saindo bem ... se considerar os três lambaris que fisgara...
Mariana que havia ficado horas, escolhendo flores e gravetos, sentira fome a ponto de sentir o cheiro dos pão de queijos, que sua avó colocara na cesta ... com uma alegria imensa resolvera saciar o seu desejo... ao se aproximar ...a cesta balançou ... Mariana deu um passo para trás se assustando... balançou a cabeça negativamente e avançou novamente ... só que dessa vez .. viu algo sair da tampa... primeiro ficou parada observando... curiosa ... novamente a cesta balançou a ponto de cair para o lado ... e de repente ...
MARIANA: (grito) AHHHHHHHHHHHH!



Narrador: Os meninos deixaram os peixes que seguravam cair no chão e correram em direção a irmã com as varas em posição de defesa...
João: -O que foi?Machucou?O que foi? Você  está bem? (conferindo o corpo pequeno de sua irmã)
Mariana: (gaguejando) –Tem, t... em u ... um ..b...b....
Rafael:-Desembucha!
Mariana: - A cesta! Tem um bicho na cesta!
Narrador: João com cautela, se aproxima da cesta... e com a vara, abre a tampa ...olha para os irmãos e novamente para a cesta, agachando para olhar melhor ....
João: -Sim! Acho que é um filhote! E ...(observando) Está machucado!
Rafael: -  Filhote? De que? Ei,sai daí e se for venenoso?
João:- Não! Ele é bonitinho! ( João retira o filhote com cuidado da cesta, que está fraco e assustado, Rafael se aproxima para observá-lo) E ai Nerd tem noção do que é?
Rafael:- Bem ... não tenho certeza, mas acho que é ...(pensativo) é um ta ...ta ...ta ...ah é isso! É um tamanduá!
Mariana:- Cuidado! Ele vai te comer (começa a chorar)
Rafael: -Calma! Ele é inofensivo ... bem a não ser que eu seja uma formiga!Quer ver ...  (Rafael sai procurando um formigueiro e depois de alguns minutos retorna com um pouco de formigas em suas mãos) Veja! ( ao estender suas mãos com as formigas, o pequeno tamanduá ainda com receio, estende sua enorme língua ainda pequena se comparada com a de um adulto, pegando as formigas das mãos do Rafael)
Mariana: (encantada com o que via) –Uau! Que linguona! Tem cola nela?Uau, que gracinha!
João: (observando as patas do bichano) – Ele está machucado! Parece que sua pata traseira está quebrada! Onde está a mãe dele?
Mariana: -Podemos ficar com ele? (empolgada)
João: -Lógico que não! É um animal silvestre, nosso avô não iria deixar!
Rafael: -Mas não podemos deixá-lo assim! Pelo menos precisamos encontrar sua mãe!
Narrador: Depois de mais algumas formigas e tentativas frustradas de soluções...
João: -Ok!Vamos levá-lo  conosco! Mas ... só até ele melhorar! E vamos vir todos os dias para procurar a mãe dele! E ... o mais importante! O vô e a vó não podem ficar sabendo,.combinado?

(Todos concordaram! Mariana a mais animada, enrolarão pequeno ‘Adesivo’ nome carinhoso que dera ao pequeno tamanduá, em um pano que estava na cesta, escondendo-o bem para evitar ser descoberto. Já estava anoitecendo, e precisavam voltar.Ao longe, já escutava-se o som dos violões na  quermesse )

SEXTA CENA (NO QUARTO)

Narrador: Já se passava das 23h, quando nossos amigos se reuniram em uma reunião secreta para discutir sobre o ‘Adesivo’.
João: - Temos que devolve-lo a natureza, antes que nossos avós descubram!
Mariana: (com Adesivo no colo, enrolado em uma coberta) –Mas ainda não encontramos sua mamãe, e ele ainda não está bem!
Rafael: - A sorte que a perna dele não estava quebrada!Mas tenho que concordar com ele!Já não agüento mentir para nossas avós!
João: - Engraçado!Que já tem cinco dias que andamos na região da pousada, e não encontramos nenhum rastro da mãe dele ...(pensativo) A não ser que ...
Rafael: - Que?
João:- Esteja na mata fechada!
Mariana:- Depois da cerca?
Rafael:- Faz sentido! Mas não podemos ir lá, lembra? Podemos apenas deixá-lo na entrada da mata... e ...
Mariana: - Não vou deixar o Adesivo sozinho! È perigoso (com os olhos cheios de lágrimas) Temos que levar ele para a mãe!
João:- Cara, nem sei por que vou dizer isso, mas... Ai...eu também me afeiçoei a esse comedor de formigas!
Rafael: - Finalmente, concordamos em algo! Até acabei com minha sociedade de formigas por ele!Quer dizer... ele entrou nele e ..Olha só a pança dele!
(Todos riram!)
João: - Temos que ir lá!Mas precisamos de um dia em que o vô, não esteja aqui!
Mariana: - Vovó disse que eles vão à cidade, quinta-feira para fazer compras!
Rafael: - Só precisamos despistar os empregados!(eles se entreolharam)
João: - Todos pelo Adesivo?
Todos: - Sim!

SÉTIMA CENA (NA MATA)

Narrador: E nossos amigos, aguardaram ansiosamente para o grande dia, faltava apenas uma semana para o retorno a São Paulo e os dias que passaram ali na pousada ficaria marcado para sempre em seus corações. Aprenderam a amar a natureza, a cultura do lugar onde sua mãe fora criada, e acima de tudo, a viverem como irmãos.
Zé Bento e Dona Ana saíram cedo rumo a ao centro da cidade, deixando os meninos aos cuidados de seus empregados, eles por sua vez prometeram aos avós que iriam se comportar e iriam se divertir pescando no rio, porém estavam rumo a mata fechada com esperança de ajudar o pequeno amiguinho Adesivo.
Ao chegarem na beira do rio nossos amigos se reuniram para discutir o plano...
João: - Não conhecemos nada daqui, é perigoso nos perdemos, então precisamos ficar juntos e nunca sair da trilha!
Rafael: - È mata fechada trouxa! Não tem trilha!
(Mariana que estava com Adesivo dentro de sua mochila, estava pensativa olhando no rumo da mata)
Mariana: - João e Maria!
Rafael: - O que?
Mariana: - Eles foram para a floresta e usaram pães  para marcar o caminho!
João:- Não é uma má ideia! Mas vamos usar algo melhor!
Rafael: - Já sei! Maria cadê suas canetinha, e tintas?
(Mariana tirou de sua mochila uma bolsinha com vários materiais de desenho)
Rafael: - Vamos marcar as árvores com isso, vamos fazer uma trilha!
João: - È nerd!Parece que  você é mesmo inteligente! E você também! (passando a mão na cabeça da Mariana). Temos que voltar antes das cinco! Preparados?
(Todos balançam a cabeça em comum acordo e seguem rumo a mata)


OITAVA CENA ( NA MATA FECHADA)

Narrador: Nossos amigos adentraram a mata a procura de algum sinal da mãe do Adesivo, depois de duas horas caminhando, já estavam cansados e quase sem esperança...
Rafael: - Que lugar imenso e parece tudo igual!
João: - Acho que deveríamos ter contado ao vô, sei lá... Chamado os bombeiros, eles iriam saber o que fazer...
Rafael: - È tarde agora! Bem, se não conseguirmos, falamos com ele! E vamos ser sinceros!Estou me sentido em um filme da sessão da tarde!
Mariana:- È divertido!
 (Todos riram)
Mariana: - O que é aquilo? (apontando para algo que estava atrás da árvore) È um bicho?
João: - Sim, parece uma capivara! Mas não está se mexendo... Esperem aqui! Vou olhar mais de perto!
(João se aproxima, e agacha para analisar o animal, volta para junto dos irmãos, com as mãos na cabeça e ar de preocupação)
Rafael: - O que foi?
João: - Tem algo errado aqui! Está morta! Mas...
Mariana: - Tadinha! Morreu de que?
João: - Precisamos olhar mais para ter certeza... Vamos continuar! Mas fiquem perto de mim, não se dispersam!
Narrador: Nossos amigos continuaram seu caminho, e o que viram não foi nada legal!Antas, tatus, micos, todos mortos ou feridos, alguns bem assustados, João e Rafael já entenderam o que estavam acontecendo.Bom pelo menos, desconfiavam. Ao chegarem próximo a uma gruta, escutaram conversas, com medo e receio João escondeu seus irmãos perto de alguns pequizeiros e para descobrir o que havia, foi com cautela o mais próximo possível da gruta. De  onde estava, conseguiu ver algumas jaulas e alguns animais, e infelizmente, lá estava a que poderia ser a mãe do Adesivo .... Tentando não fazer muito alvoroço ele volta para os irmãos!
João: - Precisamos sair daqui agora!
Mariana: - Por quê? E o Adesivo?
Rafael: - É o que estou pensando? (eles se entreolharam)
João: - Sim! Precisamos de ajuda!
Mariana: - O que é?
(Já puxando os irmãos para longe, João dá um suspiro)
João: - Vamos tocar os sinos!



 

Projeto "Me Conte Uma História" / O Caso do Bolinho por Tatiana Belink - Parte II

   *Brincadeiras inspiradas no livro ‘O Caso do Bolinho’ da autora Tatiana Belink   OBJETIVOS: - Promover um momen...