*PALAVRAS CHAVE: GOIÁS; CULTURA; MEIO AMBIENTE
A história aborda, a cultura de Goiás, o cerrado e suas características como a fauna e a flora, o turismo, o cuidado com o meio ambiente, destacando o mau uso do mesmo, bem como sua exploração indevida.
Aborda também, os pontos positivos e negativos do uso da tecnologia, a relação familiar e socialização.
*Esta peça teatral vem como proposta para encerramento de um projeto a ser realizado na escola com turmas do Ensino Fundamental sobre os temas aqui destacados, trabalhando de maneira interdisciplinar.
A peça não possui um fim, este o qual deverá ser criado pelos alunos com mediação dos professores, bem como toda sua produção.
TÍTULO:
Férias em Goiás
Narrador:
Caros amigos sejam todos bem vindos a essa aventura!
Uma
aventura sobre amizade, companheirismo e amor a natureza!
Tudo
começa quando três irmãos, João, Rafael e Mariana viajam da grande São Paulo,
rumo a pequena cidade, porém bela, Pirenópolis, no interior do Estado de Goiás,
para passarem as férias de julho, aliás faço aqui uma ressalva “por livre
espontânea pressão” ...uma mera tentativa de sua mãe Lívia, em tirá-los um
pouco da tão afamada tecnologia dos celulares e internet...afinal segundo ela,
a vida é muito mais que uma mera rede social ... Bem voltamos a história...
como disse, para passarem as férias de julho na pousada de seus avós
maternos Dona Ana e seu Zé Bento, um lugar tranquilo em meio a natureza ...
Mas antes
de continuarmos nossa aventura, vamos conhecer um pouquinho mais os nossos
futuros amigos ...
João, de
16 anos está na fase ‘tudo me aborrece’, a companhia de seus irmãos mais novos
em um lugar como ele próprio diz ‘sem nada’ é a melhor tortura a qual um
adolescente em ascensão social poderia sofrer ..., Ele ama futebol, está a
procura de uma gatinha, e fica horas nas redes sociais ...
Rafael, o
inteligente da família, com apenas 14anos, já é considerado um menino prodígio,
com suas notas um ‘azul turquesa’, ele ama ciências e gosta de ser comparado ao
Darwin, odeia qualquer tipo de rede social, prefere pesquisar sobre animais, e
o espaço, seu sonho? Trabalhar na NASA!
Mariana,
a caçula da trupe, com apenas 6 anos, o seu mundo é cor-de-rosa, tudo para ela
é novidade, o que é real se torna fantasia! Está sempre sorrindo, e é
muito carinhosa... não suporta a neura do seu irmão do meio, mas é a fã número
um do seu irmão mais velho, exceto quando ele meche no seu cabelo e come suas
guloseimas...
Bom, aos
outros deixo as apresentações para depois... estão preparados para essa
aventura??
Então
....
PRIMEIRA
CENA (ENTRADA DA POUSADA)
João: -
Eles nos mandam para esse fim de mundo e nem para vir junto ...Taxi? Somos
mercadoria por acaso? (emburrado, pegando as bagagens do porta mala do taxi)
– Ah, Fala Sério! Oh Nanico, para que você trouxe isso? Formigas são coisas que
tem em todo lugar, idiota!
Rafael: -
Não, essa sociedade! Eu a criei! Estou fazendo estudos sobre elas!
João:
Nerds! ( com tom irônico, João entrega a Rafael, o seu aquário, ou melhor
dizendo seu formigário)
(Mariana
segurando seu ursinho favorito o Blue, faz careta imitando Rafael, enquanto
caminha em direção a porteira da pousada, onde seus avós os esperam!)
Zé Bento:
-Meus queridos Netinhos! Como Cresceram!
(Todos
correm gritando pelos seus avós, dando-lhes um abraço caloroso, exceto João,
afinal isso estraga sua ‘imagem’).
Dona Ana:
- Meus amores! Vou leva-los aos seus quartos e enquanto desfazem as malas,
preparo o lanche de vocês ....Alguém se lembra dos meus bolinhos de chuvas?(Todos
vibram de alegria, bolinho de chuva da vovó, o melhor lanche já inventado)Ah,
antes que me esqueça, onde estão os trens?
Rafael: -
Na Estação? (Todos caem na risada, menos os avós que estão bem sérios)
Zé Bento:
-Vejo que temos um piadista na família! (um momento de silêncio, nada
legal). Sua mãe, e nós conversamos muito, enquanto vocês viam para cá, e
decidimos que vocês precisam muito mais do que ar puro! Precisam, se
socializar, se divertirem... serem irmãos! Não é normal, crianças passarem
horas na frente de uma tela, sem conversarem com os outros ao redor! Isso é
doentio!
João: -
Crianças vírgula! ( e lá vem o rebelde da família)
Dona Ana:
- Bom João, isso agora não vem ao caso! O fato é que decidimos que vocês,
ficarão sem celular ou qualquer coisa que os deixem aéreos por esses dias! Não
sei se perceberam mas temos um mundo lindo lá fora, com muitas coisas legais e
merecedores de sua atenção... (Todos fazem caretas, e resmungam)... Já
chega? Pronto! Sem discussões! Vamos fazer um acordo ( todos ficam atentos,
pensando em virar o jogo, exceto Mariana que já se encantara pelo belo jardim
em frente a casa) Quinze dias! Se em quinze dias você me convencerem que o
que temos aqui não é nada! Que é apenas mato e coisas sem graças, deixo vocês
usarem esses trecos, o restante dos dias e não falarei mais nada, mas ...
João: -
Mas...?
Dona Ana:
- Se descobrirem o contrário ... terão que cumprir o meu desejo!
Mariana:
-Desejo vovó? Igual dos contos de fadas?( que até então estava distraída com
as margaridas de sua avó,veio correndo com curiosidade )
Dona Ana
– Terão que passar pelo menos uma de suas férias,todos os anos, aqui!
Aliás sinto falta de vocês crianças!
João:
-Vir a este fim de mundo todos os anos? Sem chance! Desafio aceito!
SEGUNDA
CENA (NO CAFÉ DA MANHÃ)
Narrador:
Depois de um dia e meio trancados em seu quarto, João e Rafael, finalmente se
renderam ao cheirinho de bolo de fubá da vovó, ao contrário de Mariana que
encantada com o lugar e os animais do pequeno curral, segue seu avô para onde
for ....
Zé Bento:
-He,he! Finalmente saíram da toca meninos! E estão proibidos de voltarem ...
preciso de companhia! Aliás, precisamos né Mari?
João: -
Para que?
Mariana:
- Vovô vai nos levar para conhecer o rio! (com entusiasmo)
Zé Bento:
-Sim, querida! E as maravilhas do cerrado!
João: (suspirando)
–Bom, qualquer coisa é melhor do que o teto do meu quarto... estou cansado
de encará-lo....
Rafael: -
Hum, pode ser legal! (pensativo) Posso levar minhas formigas para
passear ...
João:
-Rá!Nerd! Nem pense em levar aquela caixa de lixo! Carregue sozinho ( dá um
cascudo no irmão)
Dona Ana:
-Então meus queridos, tomem direito o café, pois terão muito o que caminhar ...
Pelo que vejo, vou ganhar a aposta!( piscadela)
João:
-Veremos vó, veremos! (Todos caem na risada).
TERCEIRA
CENA (NA MATA)
Narrador:
Depois do delicioso café da Dona Ana, nossos amigos seguem rumo ao rio,
acompanhados pelo avô Zé Bento, que durante a caminhada, foi mostrando
aos netos toda a beleza natural da pousada, sua flora como os pés de pequi,
pitomba, cajá, caju e os belos Ipês com suas coloridas flores, brancas,
amarelas e lilás. No meio do caminho também se depararam com muitas espécies de
animais, passarinhos, Anu-branco, Anu-preto, tucanos, joão-de-barro, bem-te-vi
e até mesmo andarilho e beija-flores...e alguns animais bem interessantes como
tatus e antas ...
João:
Esse lugar todo pertence ao senhor Vô?
Zé Bento:
Estão vendo aqueles abacateiros em frente? (apontando) Depois deles tem
uma cerca, lá é o limite... depois tem uma mata fechada de preservação. Apesar
de ser uma mata protegida por lei ....fora do papel é outra história ...existem
boatos de que algo acontece por lá ..bem ...(pensativo) O rio fica
próximo daqui, por aqui ...( Zé Bento segue em frente, desviando o assunto)
Narrador:
Depois de alguns minutos seguindo a trilha, já é possível o ouvir o barulho do
rio, calmo e contínuo, o dia está ensolarado porém fresco...um clima agradável
para um passeio....Ao chegar na margem do rio, Zé Bento tira de sua capanga
alguns sacos de lixos ...
Mariana:
-Para que isso vovô?
Zé Bento
:
-Venham, vou mostrar a vocês...
Narrador:
Nas margens do rio, havia muito lixo... garrafas pets, restos de comidas,
latas, papéis, parecendo que uma multidão passara por ali ... Zé Bento entregou
um saco de lixo para cada um, e com pequenas varas improvisadas por umas duas
horas, fizeram a limpeza daquele pequeno local, nem a metade do que precisava
ser limpo...cansados, sentaram-se nas pedras, colocando seus pés nas águas
cristalinas e um tanto gelada do rio ...
Rafael:
-Alguns cientistas falam que a Terra daqui alguns anos será um grande caminhão
de lixo... tenho que concordar... isso não vai demorar muito!
Mariana: (com
os braços cruzados e com raiva) – E os animais e as plantas irão morrer,
todos! Isso é injusto!
João: (deitado
em uma das pedras olhando para o céu) –Só os animais? Estamos nesta lista!
Vô, sendo sua pousada.... não deveria proibir tais atitudes? Sei lá ... isso
tudo aqui é seu...tipo... é como sujar a sua sala de estar ...
Zé Bento:
- Bem, toda semanas distribuímos panfletos para orientar os turistas, mas
é complicado...se somos muito enjoados ...perdemos clientes! Mas para ser sincero,
queria poder fazer mais! Não aguento mais fazer isso todos os dias (apontando
para os sacos de lixo) e gosto de mais daqui, para ver tudo acabar!
Rafael:
-Podemos pensar em algo, pesquisar na internet ..talvez tenhamos alguma ideia e
...
Zé Bento:
-E uma bela desculpa para ficarem em seus quartos novamente, vegetando?
João: -A
internet não é totalmente ruim, tem coisas boas ali, e que podem ajudar pessoas
e o mundo, só precisa usá-la direito!
Rafael:
-Falou o cara que joga o dia inteiro! (risos) –Mas vô! Ele tem razão,
podemos procurar sim, alguma ideia que ajude!
Zé Bento:(Se
levantando, pensativo) –Ok,ok crianças! Pensarei no assunto! Mas agora
vamos retornar, tenho muito que fazer! Esse final de semana chegará uma grande
excursão para cá, como é inicio de temporada de férias, sempre realizamos uma
pequena quermesse, com pratos típicos, e catira! Preciso organizar tudo!
Mariana:
-Catira? O que é isso?
João:- È
uma dança para matar baratas!
Zé Bento:
-Não, minha querida! E uma dança muito bonita do nosso folclore, são anos de
tradição!
João: -De
matar barata ..
(Zé
Bento, puxa a orelha de João, e todos acabam rindo)
Narrador:
A caminhada de volta, apesar do cansaço, refletia-se ali o encantamento de
nossos amigos pelo que tinham visto... e no coração de Zé Bento, crescia a
certeza de que havia plantado algo no coração dos seus netos... o amor pela
natureza...
Zé Bento:
-Crianças se quiserem voltarem ao rio, terão que ir sozinhos, estarei um tanto
ocupado em organizar a recepção... estão vendo os sinos nos pés de Ipês? (ao
apontar olhou para cada um para ter certeza) são sinos de socorro! Se
acontecer algo, não hesitem em balança-los! Virei correndo!Ah! E mais uma
coisa! Estão proibidos de passarem pelas cercas da divisa!Ok?! Na mata fechada,
não é seguro!
Narrador:
Todos se entreolharam e concordaram com a cabeça, mas aquela pequena ‘pena’
chamada curiosidade, começara a cutucar as orelhas de nossos amigos ...e fica a
pergunta... Eles vão cumprir o acordo?
QUARTA
CENA ( NA POUSADA)
Narrador:
No dia seguinte, nem precisou de Dona Ana, chamar duas vezes, pois nossos
amigos acordaram muito dispostos e animados para mais uma ida ao rio, na noite
anterior Zé Bento havia mostrado a João e Rafael as técnicas de pescar e
contara algumas estórias de pescador, na maioria impossíveis de acreditar, mas
a empolgação foi tanta que fizeram uma aposta entre ambos, sobre quem iria
pegar mais peixes...Dona Ana preparara uma cesta com frutas e alguns sanduíches,
além de sucos e água potável... segundo ela, era um dia lindo para um
piquenique...
E nossos
amigos, deixando seus avós com seus afazeres diários, foram rumo a aventura que
mudará suas vidas, para sempre!
QUINTA
CENA ( NO RIO)
Narrador:
Enquanto João e Rafael se enrolavam com os anzóis e as varas de pescar,
Mariana foi colher flores nas margens do rio, queria fazer uma coroa e um
ramalhete de flores, pois era uma princesa, que precisava se
casar!Obedecendo as ordens de seus irmãos mais velhos, procurou ficar sempre
próximo... deixara a cesta que Dona Ana fizera, nas pedras perto da pequena
cachoeira ...
As horas
foram passando e nossos amigos estavam se divertindo muito, Rafael pegara
oito lambaris e João ...bem, João ... ele esta se saindo bem ... se
considerar os três lambaris que fisgara...
Mariana
que havia ficado horas, escolhendo flores e gravetos, sentira fome a ponto de
sentir o cheiro dos pão de queijos, que sua avó colocara na cesta ... com uma
alegria imensa resolvera saciar o seu desejo... ao se aproximar ...a cesta
balançou ... Mariana deu um passo para trás se assustando... balançou a cabeça
negativamente e avançou novamente ... só que dessa vez .. viu algo sair da
tampa... primeiro ficou parada observando... curiosa ... novamente a cesta
balançou a ponto de cair para o lado ... e de repente ...
MARIANA: (grito)
AHHHHHHHHHHHH!
Narrador:
Os meninos deixaram os peixes que seguravam cair no chão e correram em
direção a irmã com as varas em posição de defesa...
João: -O
que foi?Machucou?O que foi? Você está bem? (conferindo o corpo pequeno
de sua irmã)
Mariana: (gaguejando)
–Tem, t... em u ... um ..b...b....
Rafael:-Desembucha!
Mariana:
- A cesta! Tem um bicho na cesta!
Narrador:
João com cautela, se aproxima da cesta... e com a vara, abre a tampa ...olha
para os irmãos e novamente para a cesta, agachando para olhar melhor ....
João:
-Sim! Acho que é um filhote! E ...(observando) Está machucado!
Rafael: -
Filhote? De que? Ei,sai daí e se for venenoso?
João:-
Não! Ele é bonitinho! ( João retira o filhote com cuidado da cesta, que está
fraco e assustado, Rafael se aproxima para observá-lo) E ai Nerd tem noção
do que é?
Rafael:-
Bem ... não tenho certeza, mas acho que é ...(pensativo) é um ta ...ta
...ta ...ah é isso! É um tamanduá!
Mariana:-
Cuidado! Ele vai te comer (começa a chorar)
Rafael:
-Calma! Ele é inofensivo ... bem a não ser que eu seja uma formiga!Quer ver ...
(Rafael sai procurando um formigueiro e depois de alguns minutos
retorna com um pouco de formigas em suas mãos) Veja! ( ao estender suas
mãos com as formigas, o pequeno tamanduá ainda com receio, estende sua enorme
língua ainda pequena se comparada com a de um adulto, pegando as formigas das
mãos do Rafael)
Mariana: (encantada
com o que via) –Uau! Que linguona! Tem cola nela?Uau, que gracinha!
João: (observando
as patas do bichano) – Ele está machucado! Parece que sua pata traseira
está quebrada! Onde está a mãe dele?
Mariana:
-Podemos ficar com ele? (empolgada)
João:
-Lógico que não! É um animal silvestre, nosso avô não iria deixar!
Rafael:
-Mas não podemos deixá-lo assim! Pelo menos precisamos encontrar sua mãe!
Narrador:
Depois de mais algumas formigas e tentativas frustradas de soluções...
João:
-Ok!Vamos levá-lo conosco! Mas ... só até ele melhorar! E vamos vir todos
os dias para procurar a mãe dele! E ... o mais importante! O vô e a vó não
podem ficar sabendo,.combinado?
(Todos
concordaram! Mariana a mais animada, enrolarão pequeno ‘Adesivo’ nome carinhoso
que dera ao pequeno tamanduá, em um pano que estava na cesta, escondendo-o bem
para evitar ser descoberto. Já estava anoitecendo, e precisavam voltar.Ao
longe, já escutava-se o som dos violões na quermesse )
SEXTA
CENA (NO QUARTO)
Narrador:
Já se passava das 23h, quando nossos amigos se reuniram em uma reunião
secreta para discutir sobre o ‘Adesivo’.
João: -
Temos que devolve-lo a natureza, antes que nossos avós descubram!
Mariana:
(com Adesivo no colo, enrolado em uma coberta) –Mas ainda não
encontramos sua mamãe, e ele ainda não está bem!
Rafael: -
A sorte que a perna dele não estava quebrada!Mas tenho que concordar com ele!Já
não agüento mentir para nossas avós!
João: -
Engraçado!Que já tem cinco dias que andamos na região da pousada, e não
encontramos nenhum rastro da mãe dele ...(pensativo) A não ser que ...
Rafael: -
Que?
João:-
Esteja na mata fechada!
Mariana:-
Depois da cerca?
Rafael:-
Faz sentido! Mas não podemos ir lá, lembra? Podemos apenas deixá-lo na entrada
da mata... e ...
Mariana:
- Não vou deixar o Adesivo sozinho! È perigoso (com os olhos cheios de
lágrimas) Temos que levar ele para a mãe!
João:-
Cara, nem sei por que vou dizer isso, mas... Ai...eu também me afeiçoei a esse
comedor de formigas!
Rafael: -
Finalmente, concordamos em algo! Até acabei com minha sociedade de formigas por
ele!Quer dizer... ele entrou nele e ..Olha só a pança dele!
(Todos
riram!)
João: -
Temos que ir lá!Mas precisamos de um dia em que o vô, não esteja aqui!
Mariana:
- Vovó disse que eles vão à cidade, quinta-feira para fazer compras!
Rafael: -
Só precisamos despistar os empregados!(eles se entreolharam)
João: -
Todos pelo Adesivo?
Todos: -
Sim!
SÉTIMA
CENA (NA MATA)
Narrador:
E nossos amigos, aguardaram ansiosamente para o grande dia, faltava apenas
uma semana para o retorno a São Paulo e os dias que passaram ali na pousada
ficaria marcado para sempre em seus corações. Aprenderam a amar a natureza, a
cultura do lugar onde sua mãe fora criada, e acima de tudo, a viverem como
irmãos.
Zé Bento
e Dona Ana saíram cedo rumo a ao centro da cidade, deixando os meninos aos
cuidados de seus empregados, eles por sua vez prometeram aos avós que iriam se
comportar e iriam se divertir pescando no rio, porém estavam rumo a mata
fechada com esperança de ajudar o pequeno amiguinho Adesivo.
Ao
chegarem na beira do rio nossos amigos se reuniram para discutir o plano...
João: -
Não conhecemos nada daqui, é perigoso nos perdemos, então precisamos ficar
juntos e nunca sair da trilha!
Rafael: -
È mata fechada trouxa! Não tem trilha!
(Mariana
que estava com Adesivo dentro de sua mochila, estava pensativa olhando no rumo
da mata)
Mariana:
- João e Maria!
Rafael: -
O que?
Mariana: -
Eles foram para a floresta e usaram pães para marcar o caminho!
João:-
Não é uma má ideia! Mas vamos usar algo melhor!
Rafael: -
Já sei! Maria cadê suas canetinha, e tintas?
(Mariana
tirou de sua mochila uma bolsinha com vários materiais de desenho)
Rafael: -
Vamos marcar as árvores com isso, vamos fazer uma trilha!
João: - È
nerd!Parece que você é mesmo inteligente! E você também! (passando a
mão na cabeça da Mariana). Temos que voltar antes das cinco! Preparados?
(Todos
balançam a cabeça em comum acordo e seguem rumo a mata)
OITAVA
CENA ( NA MATA FECHADA)
Narrador:
Nossos amigos adentraram a mata a procura de algum sinal da mãe do Adesivo,
depois de duas horas caminhando, já estavam cansados e quase sem esperança...
Rafael: -
Que lugar imenso e parece tudo igual!
João: -
Acho que deveríamos ter contado ao vô, sei lá... Chamado os bombeiros, eles
iriam saber o que fazer...
Rafael: -
È tarde agora! Bem, se não conseguirmos, falamos com ele! E vamos ser
sinceros!Estou me sentido em um filme da sessão da tarde!
Mariana:-
È divertido!
(Todos
riram)
Mariana:
- O que é aquilo? (apontando para algo que estava atrás da árvore) È um
bicho?
João: -
Sim, parece uma capivara! Mas não está se mexendo... Esperem aqui! Vou olhar
mais de perto!
(João se
aproxima, e agacha para analisar o animal, volta para junto dos irmãos, com as
mãos na cabeça e ar de preocupação)
Rafael: -
O que foi?
João: -
Tem algo errado aqui! Está morta! Mas...
Mariana:
- Tadinha! Morreu de que?
João: -
Precisamos olhar mais para ter certeza... Vamos continuar! Mas fiquem perto de
mim, não se dispersam!
Narrador:
Nossos amigos continuaram seu caminho, e o que viram não foi nada legal!Antas,
tatus, micos, todos mortos ou feridos, alguns bem assustados, João e Rafael já
entenderam o que estavam acontecendo.Bom pelo menos, desconfiavam. Ao chegarem
próximo a uma gruta, escutaram conversas, com medo e receio João
escondeu seus irmãos perto de alguns pequizeiros e para descobrir o que havia,
foi com cautela o mais próximo possível da gruta. De onde estava,
conseguiu ver algumas jaulas e alguns animais, e infelizmente, lá estava a que
poderia ser a mãe do Adesivo .... Tentando não fazer muito alvoroço ele volta
para os irmãos!
João: -
Precisamos sair daqui agora!
Mariana:
- Por quê? E o Adesivo?
Rafael: -
É o que estou pensando? (eles se entreolharam)
João: -
Sim! Precisamos de ajuda!
Mariana:
- O que é?
(Já
puxando os irmãos para longe, João dá um suspiro)
João: -
Vamos tocar os sinos!